domingo, 31 de janeiro de 2010
grr!
Eu quero mesmo é que tudo exploda. E que seja luminosa, a explosão, que ecoe pelos quarteirões e faça tremer teus vidros, quebrar tuas janelas. Que perturbe teu sono e te faça ir pra rua pra ver o que aconteceu. Você não vai me encontrar lá. Eu não sou o piloto. Não sou o passageiro. Não sou o pedestre. Eu sou o acidente, e eu sou grave.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Quase.
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Gaste mais horas realizando que sonhando..
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
..
Em minha inocência e ignorância, eu atribuía a algumas pessoas o poder de liberar, produzir, fazer exercer-se e se comunicar o amor em mim e de mim. Esse amor pertencia, pois, exclusivamente a essas pessoas, ficando eu delas dependente para sempre. Se, por alguma razão, me deixassem ou não quisessem produzi-lo em mim, eu secava de amor e — o que é pior — ficava em seu lugar, na pessoa e no corpo, uma sangrenta ferida, como a de uma amputação, que não cicatrizaria jamais.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
eu tinha que continuar, fosse com ou sem você.
Na vida temos algumas certezas: a morte e idependente da sua intenção, você irá machucar pessoas, e se machucar.
O que é bom para um, é o fim do mundo para outro... Enquanto um morre, outro vive...Enquanto um vence, outro perde, sempre assim.
Janela fechada, tv desligava, coca-cola saindo o gás, barulho da chuva, algumas gotas no vidro da janela.
Noite, tão inspiradora, tão assustadora, tão magica, tão sugestiva.. aonde os pensamentos veem, você muda de planeta, só você e seus milhares de pensamentos, certos ou errados..Significantes, ou de nenhum valor, pensa por pensar.
Depois, os sonhos... ou pesadelos, depende dos seus pensamentos, do seu dia, da sua vida.
Sonhos, as vezes tão cruéis, tão ilusórios, tão inevitáveis.. Depois, o amanhecer...A realidade, por os sonhos em prática, ou tentar (sem sucesso) evitar os pesadelos. O dia...Claro, nublado ou chuvoso. Sorrisos forçados, torcendo para o anoitecer chegar e poder ficar consigo mesmo. Ou poder sonhar, entrar no mundo ilusório mais inevitável.
22/ 01 /2010 - 03:12
O que é bom para um, é o fim do mundo para outro... Enquanto um morre, outro vive...Enquanto um vence, outro perde, sempre assim.
Janela fechada, tv desligava, coca-cola saindo o gás, barulho da chuva, algumas gotas no vidro da janela.
Noite, tão inspiradora, tão assustadora, tão magica, tão sugestiva.. aonde os pensamentos veem, você muda de planeta, só você e seus milhares de pensamentos, certos ou errados..Significantes, ou de nenhum valor, pensa por pensar.
Depois, os sonhos... ou pesadelos, depende dos seus pensamentos, do seu dia, da sua vida.
Sonhos, as vezes tão cruéis, tão ilusórios, tão inevitáveis.. Depois, o amanhecer...A realidade, por os sonhos em prática, ou tentar (sem sucesso) evitar os pesadelos. O dia...Claro, nublado ou chuvoso. Sorrisos forçados, torcendo para o anoitecer chegar e poder ficar consigo mesmo. Ou poder sonhar, entrar no mundo ilusório mais inevitável.
22/ 01 /2010 - 03:12
domingo, 3 de janeiro de 2010
enquanto os outros dormem..
No peito pairava uma dor que não sabia de onde vinha. Uma dor que às vezes cessava, porém quando voltava, voltava intensa. Uma angústia inexistente que ao mesmo tempo sufocava. Um paradóxo que a atormentava a alma. Ao mesmo tempo que chorava, tinha vontade de sorrir, e vice-versa. As cores haviam perdido a pigmentação. Ela às vezes entendia os motivos. Sabia que existiam, mas não se enxergava forte o suficiente para encará-los de frente, como mulher. Era uma garota, e tinha medo do mundo. Tinha medo de quem era. Tinha medo do que sentia. Não sabia como agir, como reagir, como se sobressair. Só precisava aprender a viver. Com a dor. Com os sofrimentos. Ela precisava se desapegar de tudo...Ela precisava disso pra poder sorrir.
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