Estava tudo bem. A vida era normal, a moral foi reerguida... Todo erro cometido, todo amor inesquecível, todo problema não solucionado era jogado por baixo do tapete. Virou rotina, afinal era apenas um cisco, uma poeira. Ao passar dos anos, aquele monte de poeira acumulada criou volume, incomodando tanto que lembrei. Lembrei de cada misero pó, por menor que fosse. Havia, entretanto, um que chocou. Não, não posso, não devo, é pecado.
Faz tanto tempo... É pecado lembrar um amor que hoje já não faz mais sentido. “Ele não existe” é a frase mais certa. “Ele já existiu” é a minha preferida. Antes pensava que seria melhor se nada disso tivesse acontecido. Após um tempo, percebi o quanto evoluí e tirei proveito dessa farsa. Farsa, na qual, não esqueço... “Vou dar tempo ao tempo”. Quem sabe algum dia, sem esperar, algo me faça concluir, algo me faça dizer “Aqui jaz todo o amor por ele”.
Dona léla, fazendo arte <3
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